segunda-feira, abril 25, 2016

PuinduinRun – 2016

31 de janeiro, na preparação para a maratona de Roterdão, a intensa corrida do Puinduin não poderia  faltar. Utilizo-a sempre como um treino pesado, que nesta altura do ano é muito importante fazer. O resultado final pouco ou nada importante em termos de tempos gastos, o que para mim é importante nesta corrida é o convívio numa forte corrida e o resultado de treino que tiro dela .

No final foram 57:21




Rokkevense - Dekkerloop – Zoetermeer - 2016

Precisamente uma semana depois de Egmond mais uma ½ maratona. Manhã muito fria, temperatura abaixo de zero graus, mas com sol, propício a fazer uma corrida. Uma corrida com algumas centenas de participantes e que foi a primeira vez que participamos. A Amélia foi fazer a distância de 10 km. Foi muito agradável fazermos esta manhã de corrida. 

No final Amélia 10 km :56:22 e Xavier ½ maratona : 1:34:12 - 19º na geral, entre 168 participantes





Egmond ½ maratona – 2016.

10 de Janeiro foi a clássica ½ maratona de Egmond. Um percurso ligeiramente alterado, mas mais favorável à corrida e uma maior beleza, porque percorre-se mais nas dunas e menos dentro da localidade. Dia de vento muito forte, e que deu muitas dificuldades nos primeiros 7 km. No final e para inicio de época fiz um resultado de 1:42:29. Bem bom.!!




Mais fotos:
https://goo.gl/photos/nZX4ZzYG14peMnFi8

quinta-feira, dezembro 31, 2015

São Silvestre de Lisboa – 2015

Depois do ano passado termos participado na São Silvestre dos Olivais, este ano fomos participar na São Silvestre de Lisboa.

Vai na sua 8ª edição mas é uma das provas de atletismo de estrada marcantes no calendário nacional. 12.000 participantes é muito bom para uma prova de corrida, só que lamento ver ainda pessoas que participam nestas provas para caminhar. Francamente não entendo como pessoas se atrevam participar numa atividade, que não é compatível com o seu critério desportivo. As caminhadas têm o seu lugar próprio, e não no meio de milhares de pessoas que vão correr, mesmo que mais lentos ou mais competitivos. Inacreditável, é mesmo mentalidade Portuguesa.

A avenida da liberdade estava cheia de participantes, e dava um colorido muito especial, acompanhado com as iluminações de natal. Bonito!! A organização optou para fazer 3 blocos de partida, mas mesmo assim ainda se acumula muita gente, na rua áurea e na rua do arsenal, tornando-se mesmo perigoso, correr nestas ruas mesmo que em ritmo muito lento. Penso que a organização deverá optar por outra opção na partida para não causar este entupimento perigoso da corrida. E se pretendem aumentar o número de participantes nos próximos anos, terão de rever muito bem esta situação. Participo em muitas provas, que têm outras soluções para este problema, e já enviei à organização da SS de Lisboa algumas sugestões.

A Amélia o Cláudio e eu fomos só para participar na festa da corrida, depois de vários dias carregar os perus , as azevias, os fritos, o bolo-rei, etc, não dava muito indícios de uma corrida em grande, mas sim só a perda de uma calorias.



Dentro destas condicionantes, fazer um melhor tempo possível e ter alegria em participar. Foi o que aconteceu. No inicio fomos encontrando amigos e conhecidos, em especial o grupo das Tartarugas Solidárias, e no final estivemos de novo com eles/elas.

A Amélia fez 58:55 e eu fiz 50:41.

Agora venha de lá o ano de 2016, e vamos tentar fazer um ano desportivo cheio de coisas boas.


Bom ano para todos os amigos.





quarta-feira, dezembro 30, 2015

Ericeira Trail Run – 2015

Com a ida a Portugal passar o periodo natalício, nada melhor que preparar tudo de forma a que pelo meio haja uma corrida e neste caso foi um Trail e logo bem perto de casa, na Ericeira. Chegamos na 6ª feira à noite, e logo de manhã bem cedinho toca a levantar para estar na Ericeira às 7:30h da manhã.  Foi quase do género que pedíamos ao piloto para fazer a aterragem na Praia da Ericeira.

Estava uma boa temperatura ( por volta dos 10 graus) para fazer uma corrida entre a praia e o campo, e lá fomos nós eu e o Cláudio para a prova dos 20 km. Antes da partida encontramos amigos e conhecidos, o que é sempre bom e alguns admirados de me verem por lá. Mas é assim mesmo, nós que vivemos fora de Portugal, não pudemos semanalmente estar a participar em corridas portuguesas!!!

Partida bem junto ao Hotel da Ericeira, algumas centenas de atletas, lá foram pela praia sul e de repente uma rampa que começou a fazer estragos a muita gente. Partimos  bem cá atrás, pois não existiam objetivos alguns para esta corrida, a não ser participar e conviver, e foi ver que existem pessoas que não estão minimamente preparadas para fazem meia dúzia de quilômetros normais, quanto mais entrarem na aventura de 20 km de trilhos, com muitas serras e muitas dificuldades. 
Desculpem amigos mas eu não entendo isto, mas se vejo alguém no primeiro quilometro de uma prova a caminhar e a ter dificuldades imagino o que não sofrem para terminarem a prova. Para se vir correr trilhos não é sofrer, é ter prazer de Correr na Natureza. Eu também em certos locais caminhei, mas já tinha alguns quilômetros de prova, caminhei onde existiam dificuldades bem acrescidas no terreno. Enfim cada um sabe da sua vida!!

Gostamos muito de todo o percurso serrano e litoral, e na prova de 20 km tudo me pareceu bem organizado. Infelizmente para o meu amigo Luis Mota, a coisa não correu bem, porque a organização não teve a particularidade de no último abastecimento dos 20km que coincidia com a prova de 50 km de ter uma indicação extra e visível de forma a não dar problemas a esses atletas, quando havia uma grande aglomeração de atletas de ambas as provas. Só o facto de estar marcado no chão, não foi suficiente. Atletas de competição como o Luís Mota, têm outra velocidade e não dá para procurar muito e as organizações têm de facilitar esse pormenor muito importante. À organização é uma crítica construtiva !!


Depois de nós fazermos um serra acima serra abaixo, passarmos na Foz do Lizandro, entrarmos na serra acima serra abaixo, numa paisagem muito bonita, regressamos à Ericeira bem acelerados até à meta final com 2:18:00. Excelente.


Tenho a certeza, se der  eu voltarei....!!

quarta-feira, dezembro 16, 2015

BRUGENLOOP - 2015


 Domingo dia 13 de dezembro, participamos na corrida Brugenloop em Roterdão. Uma corrida que vai-se afirmando cada vez mais no calendário desportivo holandês. Esta prova em 10 anos cresceu muito, e passou de umas centenas de atletas para 15.000 participantes. Sendo a corrida das pontes de Roterdão, passamos por 7 pontes, mas existem duas com alguma dificuldade, mas no geral a prova é toda plana. 
A partida e chegada são junto do mítico estádio do Feijenoord e onde está montada toda a infraestrutura de apoio, e debaixo das tribunas é o local para todos os atletas se equiparem e no final terem trocarem de roupa. No geral uma prova muito bem organizada, mesmo que sejam os 15.000 participantes, tudo corre da melhor maneira. A partida é feita às 15:30h, na Holanda a essa hora já se sente o lusco-fusco e a organização distribui umas luzes aos atletas que colocam no braço e torna um ambiente bonito na corrida. A nossa participação correu muito bem. 

Sem qualquer objetivo fomos fazer esta prova de forma descontraída, onde o objetivo principal era mesmo participar. A Amélia quis fazer a corrida sem mim e tinha uma colega que poderia fazer a corrida no mesmo ritmo dela, então eu fui fazer a minha corrida. Ela se sentiu muito bem e foi sempre num bom ritmo por volta dos 5:30 min/km, coisa que já não acontecia há algum tempo. Só quebrou um pouco nos últimos 5km, mas não foi nada de mais. No final da corrida a Amélia tinha um novo Recorde Pessoal nos 15km, com o tempo de 1:24:41, ou seja cerca de 4 minutos tirados ao anterior, que datava de 2009. 

Eu fiz o primeiro e segundo kilómetro e ritmo baixo e comecei a sentir-me bem, e passei aos 5 km com 21:52 min/km e sem grande esforço. Bom vamos lá ao segundo bloco de 5 km e passei os 10km com 42:57 ou seja foram 21:15 min/km no segundo bloco. Bom fiz contas e pensei que poderia fazer melhor do que só participar, mas tentar um novo Recorde Pessoal. Tomei um ritmo bom de corrida e fiz o terceiro bloco de 5km em 21:25. Ou seja 1:04:22 é o meu novo Recorde Pessoal dos 15 km. Em 4 semanas bati 2 vezes este recorde, e baixei quase 3 minutos na totalidade.

Na classificação da minha categoria ( Homens +55 anos) entre 477 participantes foi o 9º classificado. 

 Agora que venha o Ericeira Trail Run.......

segunda-feira, novembro 30, 2015

Mijendelloop - 2015

Mais uma vêz ( pela 5ª consecutiva) participei na Mijendelloop (25km) que já vai na sua 7ª edição. Para mim é uma tradição que pretendo, enquanto puder, sempre participar. Tem o principal objetivo de angariação de fundos para um projecto de àgua em Àfrica, e este ano foram angariados 2.600 euros. É uma prova que tem uma participação limitada ( 300 atletas), dado a mesma ser numa reserva natural.

E depois todo o ambiente em que a mesma está envolvida. O local de equipamento é nos estábulos dos cavalos, partida às 8 horas da manhã, percorrer os 25 km do percurso de muita beleza e no final o convívio entre uma taça de café com uma fatia de bolo de maça   ( típico holandês) com chantili. Nada melhor podemos ter do que uma bela corrida com um convívio e um prémio de presença uma shirt em que já vou nas 5 diferentes cores dos diferentes anos.
A corrida em si, não teve muita história, fui bem até aos 9 km e depois comecei a sentir as pernas pesadas, dado que tem sido muitas provas nos últimos meses. Então “desliga-se o motor” e vai-se apreciando a paisagem sem grande desgaste e aproveitando dum excelente treino a um sábado bem cedinho..!!

Se não fosse um “trambolhão” que dei por volta dos 17 km, onde o pé foi embater numa raiz de uma árvore, tudo  tinha corrido excelente. Mas uma queda simples e só deixou um joelho com um ligeiro corte, serve para abrir mais os olhos nas próximas....aí aí.!! E cheguei na meta com 2:02:46, já fiz melhor, mas estou muito satisfeito.


Para o ano lá estarei de novo...!!






Zevenheuvelenloop - 2015

Nijmegen é para mim uma das cidades Holandesas onde eu mais vezes participei em provas. É sempre muito agradável retornar a Nijmegen no mês de Novembro de cada ano e participar na famosa corrida Zevenheuvelen ( a corrida das sete colinas).Uma corrida em que grandes nomes do atletismo mundial participam, por exemplo Haile Gebrselassie, já participou várias vezes e foi detentor do recorde do mundo dos 15Km, entre outros nomes actuais.
  
Foram 33.000 participantes , nesta que já é a 32a edição, e onde a profissional organização tem todos os pormenores bem organizados. Estou colocado no bloco de cor amarela, e existe um controle rígido, a organização faz questão que quem corre com um determinado objetivo, e previamente identificado de edições de anos anteriores, esteja envolvido no seu ritmo de corrida. Por isso fazem duas coisas, para além desta forma da organização das partidas, ainda existe a cerca de 20 metros meta de partida um chamado “relógio de areia”, ou seja, uma passagem mais estreita que retêm os atletas, e quando passamos a linha de partida já tudo é muito mais fluído. Por isso 33.000 atletas levam cerca de 1 hora e 30 minutos a todos partirem. Ou seja, eu levei cerca de 8 minutos para iniciar a corrida, e quando cheguei à meta final ainda estavam os atletas mais lentos a partir. Isto é um pormenor entre muitos outros que poderia aqui descrever, a chegada com bastante espaço, locais para refrescar, até sabão líquido e papel de secar as mãos existe!!



Mas a minha corrida pautou-se por uma abordagem cautelosa e ver o que ía dar. Não fui com qualquer objetivo, estava frio, com chuva, muito vento, nada de grandes entusiasmos. Mas depois de passar a linha de partida o ritmo foi bom, mas tem duas subidinhas bem longas e que contam muito nas pernas, até aos 5 km. Aí fiz o tempo de 22:08 e fiquei entusiasmado. Para este percurso 22:08 é muito bom, porque depois vêm cerca de 2 km planos e dá para compensar, antes de entrar num sobe e desce de duas longas descidas e duas longas e complicadas subidas, até cerca dos 10 km. Quando passei a linha dos 10 km 44:18, ou seja eu tinha feito num percurso mais complicado um tempo idêntico 22:10. Bom aqui pus-me a fazer umas contas, conhecendo eu o percurso, em que só existia mais uma longa e martirizante subida, para depois cerca de 2 km o percurso ser a descer, até cerca de 1 km da meta. Vamos a isto, e embalei para os próximos 5 km, fui a dar-lhe bem, mas como ía embalado, apanhei nos últimos 500 metros muita gente em quebra, e a passagem estava “afunilada” para mim, tentei acelerar ainda um pouco, mas não valia a pena, porque estava algumas vezes apertado, pelos cansados.... foram só 21:56 neste bloco de 5Km, e no final tinha a marca de  1:06:14, que é o meu novo Recorde Pessoal dos 15 km.

Estou feliz, porque fui sem objetivo e terminei com um recorde pessoal.

Que venham as outras provas até final de 2015.
Em 2015 consegui já vários recordes pessoais, foram 6 !!!!. 



sexta-feira, novembro 13, 2015

DUINTRAIL - 2015

No dia 01 de Novembro participei no Duintrail, em Schrool ( Norte da Holanda) 36,5 km . Este trail foi também o primeiro campeonato nacional de trail na Holanda. 
Schoorl já eu conhecia das provas de estrada de 30km, mas nos trilhos a beleza ainda é muito mais acentuada. Muito bosque de imensas arvores, pisos bastante bons para correr na 1ª parte, e na  2ª parte, depois da praia muitas e muitas dunas com muita areia, e muito pesado.

Fui fazer este trail só com um objetivo ( aliás os trail’s para mim têm sempre o mesmo objetivo), foi de fazer um treino bem pesado. Eu encaro este contacto com a natureza de uma forma não competitiva, e gosto de fazer estas “aventuras” de forma relaxante. Afinal estar em contacto com a natureza e fazer desporto é algo que eu gosto muito.

Tal como disse a primeira parte, entre subidas e descidas, consegui manter um excelente ritmo, até que houve o 1º abastecimento aos 17Km e tudo estava “normal”, mas eu sabia que mais uns 3 a 4 km teria de encarar a praia, mas esta só me deu complicações com a entrada e a saída pela areia solta, porque ao longo da água, num percurso de cerca de 1,5 km estava bem rija. 
Depois da praia é que foi complicado, durante quase 10 km só dunas de areia, muito solta, muito branquinha, mas muito pesado para os músculos. Comecei a travar uma luta, contra a areia e psicologicamente, não me deixar render. É nesses momentos que vemos o ponto da nossa condição física, mas nada de sofrimentos, é desligar os sentidos e olhar em redor e apreciar tudo o que nos rodeia. Pedaços a caminhar, pedaços a tentar correr, pedaços em que “vais no carrinho do armando, por vezes a pé, outras vezes andando” que maravilha!!


Nos últimos 5 a 6 km pensei em muitos momentos que eu seria o último atleta. Olhava em meu redor não via viva alma, depois da praia fui ultrapassado por dezenas de atletas, mas de vêz em quando lá eu sentia um ou outro a ultrapassar-me, e pensava eu Oí agora é que sou mesmo o último, mas depois lá passava outro, e eu animava-me,éh páh afinal talvêz não, lá de quando em vêz um elemento da organização a dar o seu suporte. Fantástico ter uma organização assim, são profissionais a sério e com tudo controlado.
Ao longo do percurso até deu para fazer comparação com a minha participação no TNLO, no passado mês de agosto. Eu estava a percorrer um trail pesado, mas sem nada de haver “survivel”, amaranhar por matos e pedras agarrado a cordas, mas corri, ou tive mais dificuldade e caminhei para me recompor. Acho que trail é isto mesmo, sem exageros que nada têm a ver com corrida em trilhos.  


Até que vejo no meu relógio 36 km....e pensei, agora não falta muito, e logo mais à frenteuma descida bem acentuada, cheia de areia branca, um espectáculo cheio de bandeiras, um músico de gaita de foles da escócia, maravilhoso eu estava a chegar ao final da prova com quase 37 km, e 4 horas e 38 minutos. Ufaaaaaa!!

Depois de passar a meta, uma cerveja ( Erdinger) sem álcool e o produto para recovery, e o copo de 0,5l foi quase num gole, enquanto o speaker de serviço me ia fazendo perguntas em público, deveria ter dado umas respostas bem linda devia....já nem sei o que disse, eu estava “todo roto”, mas muito satisfeito, pois tinha terminado o mais longo e mais pesado trail que eu tinha feito.




E tenho quase uma certeza, é que se houver saúde, para o ano estou lá de novo.....!!